VALOR DE QUEM FEZ E AINDA FAZ MUITO
História de representação e luta

Nessa edição do Mais Vida, falaremos sobre a trajetória percorrida no Banco pelo atual Presidente da Associação dos Funcionários Aposentados e Pensionistas do BRB (AFABRB), Sr. Luiz de Oliveira. Nascido em Ipameri – GO, em junho de 1944, veio para Brasília, em julho de 1964, para trabalhar no Banco Bandeirantes, até ingressar no BRB, em setembro de 1967. Confira a entrevista!

Mais Vida – Como foi seu ingresso no BRB?

Luiz de Oliveira – Cheguei a Brasília com apenas 20 anos e queria crescer. Trabalhei no Banco Bandeirantes até ser aprovado em concurso para o BRB, acho que no terceiro processo seletivo da Instituição. Já tinha uma boa experiência e pude trazer isso para o Banco, que foi, para mim, um pai e uma mãe; um banco de muito companheirismo; sério, que dava muita oportunidade de crescimento, de estudo. Ainda como funcionário do Banco, fiz dois cursos superiores: Administração de Empresas e Ciências Contábeis; bem como outros cursos de extensão como, por exemplo, Auditoria
de Estoque. Pude me desenvolver.

Mais Vida – Conte um pouco da sua trajetória no Banco.

Luiz – Fui escalando alguns postos: caixa executivo, depois chefe de plataforma, que preparava toda a contabilidade da agência. Substitui várias vezes o gerente administrativo. Tornei-me gerente adjunto (hoje, chamado de gerente operacional). Em 1975, fui chamado para assumir a de assessor no Departamento de Crédito Industrial, mas não me adaptei. Em novembro do mesmo ano, fui convidado para assumir a gerência titular da Agência Anápolis, minha primeira experiência na função. Graças a Deus e ao comprometimento da equipe foram quatro anos muito bons. Costumo dizer que um veículo de quatro rodas não anda com três, senão seria um triciclo (rs). Era uma equipe excelente, até hoje tenho muitos amigos que passaram comigo por lá. Em julho de 1979, fui para a Agência Goiânia. Fizemos um bom trabalho lá, tanto que fui convidado para assumir a Agência Rio, onde fiquei até janeiro de 1988, quando fui designado para Agência SIA a convite de um grande gerente do Banco chamado Zózimo. Em março de 1990, fui para Agência Sobradinho como Gerente Geral. Esse foi um ano bem difícil, de muita inadimplência no Brasil todo devido ao Plano Cruzado. A equipe enfrentou o problema de frente, o que nos rendeu diversas promoções. Em agosto de 1991, houve uma reestruturação no BRB e fui rebaixado para gerente operacional da Agência 509 Sul, a mesma que entrei em setembro de 1967. Lá permaneci até julho de 1995, quando me aposentei.

Mais Vida – Como foi essa nova fase na sua vida?

Luiz – Ingressei no setor privado, sempre na área financeira, trabalhando em empresas particulares. Fiquei nessa atividade de 1995 até 2003. Parei por um ano, até ser convidado a compor uma chapa para concorrer como um dos gestores da AFABRB. Em 2005, assumimos a Associação por meio de eleição. De lá para cá, eu gostei muito e acho que gostaram de mim (rs), tanto que estamos aqui até hoje.

Mais Vida – Fale sobre seu trabalho na AFABRB.

Luiz – Como falei, estou aqui desde 2005. Não saí da presidência e nem do conselho. Sempre fazíamos a chapa e éramos eleitos. Esse é um grupo muito bom de trabalhar. A Associação exige muito da gente, da nossa criatividade. Digo de primeira, não sou criativo, mas absorvo muito bem as ideias. Hoje, a AFA está com um quadro de associados muito bom. Estamos beirando os 750, de um total de 970. Muitos não ingressam porque depois da aposentadoria vão morar em outros estados, o que dificulta a participação nas atividades da Instituição. Nossos objetivos principais são:
proporcionar lazer e socialização aos associados e defender seus interesses. Temos um grupo de artesanato, promovemos encontros no Dia do Aposentado, realizamos a festa junina, que é um colosso, e a confraternização natalina. Temos um informativo, o Afazeres, que trata de assuntos do interesse do aposentado. Disponibilizamos aos filiados, um seguro invalidez devido a quedas e também um auxílio funeral.

Mais Vida – Como é a articulação com as outras empresas do Grupo?

Luiz – Nossas meninas dos olhos são a SAÚDE BRB e a REGIUS. Mas, não podemos nos esquecer do maior que é o BRB. Sem ele, estaríamos de pernas quebradas. Estamos também em todas as empresas do Grupo defendendo os interesses dos que representamos, dentro de uma boa sintonia.

Na nossa faixa etária, não conseguiríamos manter um plano do mercado. A SAÚDE BRB é hoje um orgulho para nós. Sinto-me bem em chegar a uma clínica médica e apresentar a carteirinha do Plano. Temos que dar a ela uma proteção especial.

Mais Vida – O senhor disse que é preciso proteger a SAÚDE BRB. Como?

Luiz – Vejam bem, as pessoas procuram o pronto-socorro por uma simples dor de cabeça ou um torcicolo. Elas nem refletem que pode ser efeito de uma noite mal dormida, por exemplo. É preciso zelar pelo Plano, ele é nosso. A AFABRB está representada no conselho deliberativo e no fiscal dessa Instituição, onde podemos contribuir para a gestão. Temos que ser defensores da marca BRB. Quando alguém chega para mim falando que não foi atendido em certa demanda, provoco uma reflexão sobre quantas coisas boas já foram feitas; se colocado na balança, o positivo pesa muito mais que o negativo. O mesmo digo sobre o Fundo de Pensão. Não podemos machucar a galinha dos ovos de ouro. O segredo é manter o diálogo e trabalhar pela perenidade dessas Instituições.

Por outro lado, nosso Plano é muito bem administrado, por pessoas idôneas, acessíveis. Imagina você colocar o dono para administrar aquilo que é dele? Somos donos do Plano e temos o mesmo interesse, queremos mantê-lo. Para o aposentado, é uma dádiva, uma joia preciosa. Para você ter uma ideia, pagamos apenas 5% sobre internação hospitalar, nenhum plano tem isso. Parabenizo os gestores e todos os colaboradores da Operadora. Somos muito gratos.

Mais Vida – Que dicas você poderia dar aos aposentados a respeito do uso correto do Plano?

Luiz – A conta é repartida e precisamos estar atentos para não onerar o Plano, usando-o com consciência. Aconselho a procurar a Clínica SAÚDE BRB em primeiro lugar, antes de ir para a rede. Muitos reclamam que faltam horários para atendimento, não conseguem marcar. Muitas vezes as vagas faltam porque uma pessoa marca e não comparece. Se marcar, vá, ou avise para que outro possa ir em seu lugar. Evite o absenteísmo. Lá eles desenvolvem além do trabalho de prevenção até a pronto-consulta para questões mais urgentes. Além disso, fazem o primeiro atendimento e, se necessário, encaminham para um especialista da rede.

Em segundo lugar, é preciso ter consciência, o custo da medicina é muito alto, não tem parâmetro. Uma consulta comum custa uns cem reais para o Plano, se fizer uma radiografia que não vai constatar nada, mais despesa para o plano. E fica para o beneficiário uns trinta reais mais ou menos. Não é nada aparentemente, mas isso contribui para que o Plano fique mais caro. As despesas médicas tiveram um aumento de 30%, no biênio 2015/2016, sendo que as contribuições aumentaram apenas 10%.

Mais Vida – O que o senhor acha das ações preventivas da SAÚDE BRB?

Luiz – A prevenção é muito importante. Eu faço 7 km de caminhada todos os dias. Só com isso, consigo manter meus exames dentro da normalidade. Eu me cuido. Os encontros do Bem Viver são maravilhosos e as palestras têm uma importância fantástica. O público é muito pequeno, as pessoas deveriam participar mais, vale a pena. Vou sempre que posso e aconselho todos a irem. Outra ação importante é a realização anual de exames preventivos, que para nós aposentados é o projeto Saúde em Dia. São exames gratuitos, onde você pode monitorar sua saúde.

Fizemos recentemente uma solicitação à SAÚDE BRB para adquirir e disponibilizar vacina de pneumonia para os aposentados. Esse é um exemplo de reivindicação em prol dos associados e que entra nessa parte da prevenção. Estamos aguardando o retorno. Tenho visto que a pneumonia leva muitos idosos à UTI e também, muitos contraem a doença nesses ambientes, algo que custa caro para o Plano. Sempre vemos os dois lados e a viabilidade da proposta.

Mais Vida – Para finalizar, gostaria que o senhor deixasse uma mensagem para os leitores.

Luiz – Tenho um lema na minha vida: uso o respeito como a linha divisória de tudo. Isso veio de um pároco da minha cidade natal e carrego pela minha vida. Você respeitando o próximo, você está se respeitando. A base de um ser humano é a família. O respeito deve começar lá, no nosso maior patrimônio. Deve-se estender esse respeito a quem convivemos fora do lar. É preciso se colocar no lugar do outro. Somos donos dos nossos pensamentos e ações. Dar tudo de si, antes de pensar em si.