HEMOFILIA
Distúrbio genético e hereditário que afeta a coagulação do sangue

Quatro de janeiro foi instituído o Dia do Hemofílico com o objetivo de chamar atenção para essa doença que prejudica a
capacidade do corpo humano de controlar a circulação do sangue, além de dificultar o processo da coagulação.
O sangue é composto por várias substâncias, tendo cada uma delas função diferente. Algumas dessas substâncias são as
proteínas denominadas fatores da coagulação, que ativados em sequência, ajudam a estancar as hemorragias quando ocorre
o rompimento de vasos sanguíneos. Apessoa com hemofilia apresenta baixa atividade de um desses fatores. Por isso, nessas
pessoas, a formação da coagulação é interrompida antes da produção do coágulo, e os sangramentos demoram muito mais
tempo para serem controlados.

Sintomas

Os sintomas mais comuns da hemofilia são os
sangramentos prolongados. Esses sangramentos podem ser externos, quando ocorrem cortes na pele, ou internos, quando o sangramento ocorre dentro das articulações, dentro dos músculos ou em outras partes internas do corpo.
As pessoas com hemofilia grave podem ter
sangramentos espontâneos nas articulações ou
nos músculos. As articulações mais acometidas
são joelhos, cotovelos e tornozelos. Como a
coagulação nessas pessoas é muito lenta, ocorre grande derramamento de sangue nessas regiões, que provoca inchaço e dor.

Outros locais que podem apresentar sangramento espontâneo são: pele e mucosas (revestimentos que cobrem os orifícios naturais, como a boca). Manifestação adicional que pode ocorrer é o aparecimento de manchas roxas na pele, chamadas equimoses. Se ocorrerem no tecido subcutâneo e nos músculos, gerando acúmulo de sangue, são
chamadas hematomas.

Alguns hematomas são de alto risco, pois podem levar a problemas graves quando ocorrem na língua, pescoço, antebraço e
panturrilha. Os sintomas dos sangramentos nas articulações são: dor, inchaço limitação do movimento no local atingido e leve elevação da temperatura do local. Os sangramentos após extração dentária também são importantes e devem ser prevenidos e acompanhados por profissionais experientes em hemofilia.

É importante lembrar que quando uma pessoa com hemofilia se machuca, não sangra mais rápido do que outra sem hemofilia, apenas permanece sangrando durante um tempo maior, e pode recomeçar a sangrar vários dias após um ferimento ou uma
cirurgia. Os cortes ou equimoses (manchas roxas) superficiais não causam maiores problemas, em geral.

Tratamento

Não há cura para a hemofilia, mas existem vários estudos que buscam a melhora do tratamento. Controla-se a doença com
injeções regulares dos fatores de coagulação deficientes. Dependendo da severidade da patologia, são necessárias aplicações mais frequentes de plasma, o componente líquido do sangue. Fisioterapia também é aconselhada, por diminuir a chance de hemorragias, em função do fortalecimento muscular.

Fonte: http://www.hemofiliabrasil.org.br/