FEBRE AMARELA
Doença tem assustado a população

A febre amarela é uma doença infecciosa causada por um vírus. É considerada aguda e hemorrágica e recebe esse nome por causar icterícia, um sintoma que deixa a região dos olhos, pele e mucosas com aspecto amarelado.

Ela é transmitida por mosquitos. A infecção pode ser categorizada de duas formas: febre amarela urbana, quando é transmitida pelo Aedes aegypti; ou febre amarela silvestre, quando transmitida pelo Haemagogus e Sabethe. O segundo tipo é o que está alarmando as pessoas.

Sintomas

Os primeiros sintomas são febre, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos, olhos, face ou língua avermelhados e sensibilidade à luz. Esses sintomas costumam durar entre três e quatro dias.

Algumas pessoas podem desenvolver sintomas mais graves cerca de 24 horas após a recuperação dos sintomas mais simples. Nesta fase, o vírus pode atingir o fígado e os rins. Quem entra nela pode apresentar retorno da febre alta, i c t e rí c i a , u ri n a e s c u r a , d o r e s abdominais, sangramento na boca, nariz, olhos ou estômago.

Em casos mais graves, o paciente pode apresentar delírios, convulsões e até entrar em coma. Dependendo do dano causado no organismo, esta fase da febre amarela pode levar à morte no intervalo entre sete e dez dias.

Nos estágios mais graves da doença, a chance de óbito é de 50%, pois o vírus terá atingido órgãos importantes como o fígado e os rins. Nas fases em que a doença apresenta sintomas brandos ou não os manifesta, existe entre 5 e 10% de chance de a doença evoluir para os estágios mais graves.

Casos em 2017

A incidência de febre amarela silvestre sempre foi presente em algumas regiões do Brasil. No entanto, desde o ano de 2009, época em que houve um surto com 51 casos confirmados, ela parecia estar controlada.

Porém, no início de 2017, as autoridades de saúde registraram um novo surto da doença em algumas cidades de Minas Gerais. Até o momento, foram registrados 152 casos suspeitos da doença. Além disso, foram contabilizados 53 óbitos suspeitos, dos quais 8 foram causados pela febre amarela. Os estados do Espírito Santo e do Rio de Janeiro também apresentam casos de febre amarela. Em São Paulo, duas pessoas e alguns macacos faleceram nas cidades de Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, ambas no interior de São Paulo.

Sempre há possibilidade de o vírus da febre amarela se espalhar. Por isso, é importante que pessoas em situação de risco tomem a vacina e evitem o contato com mosquitos. Caso você viaje para uma localidade de risco e ache que foi contaminado pela febre amarela, precisa procurar um médico quando retornar para verificar como está a saúde. Ao menor sinal de sintomas, um especialista precisa ser consultado.

Vacinação

A vacina da febre amarela é feita a partir do vírus atenuado e é aplicada por via subcutânea, na região do braço. O efeito protetor ocorre a partir do décimo dia depois de ter tomado a vacina e garante imunidade por pelo menos 10 anos. A vacina age estimulando o organismo a produzir sua própria proteção contra o vírus.

No atual momento, é importante que os residentes em áreas de risco tomem a vacina. Quem não está nessas localidades, mas vai viajar para alguma área de risco, precisa se vacinar 10 dias antes de viajar. Não é seguro a pessoa tomar a vacina no dia anterior à viagem, pois a janela imunológica da vacina é de 10 dias.

No caso de pessoas com mais de 60 anos que nunca foram vacinadas, o médico deve levar em conta os riscos da vacinação, que incluem aqueles eventos adversos nessa faixa etária ou decorrentes de comorbidades. Gestantes e lactantes são contraindicadas a tomar esta vacina.

A vacina é também contraindicada para mulheres que estão amamentando, e crianças de até seis meses de idade. Pessoas imunodepressivas, como pacientes oncológicos e portadores de doenças crônicas também não devem tomar a vacina. Na impossibilidade de adiar a vacinação, como em situações de emergências epidemiológicas, vigência de surtos, epidemias ou viagens para áreas de risco de contrair a doença, o médico deverá avaliar o benefício e risco da vacinação.

No caso de mulheres que estejam amamentando e receberam a vacina, o aleitamento materno deve ser suspenso preferencialmente por 28 dias após a vacinação.

O brasiliense que precisa se vacinar contra a febre amarela conta com 123 endereços na capital federal, entre centros, postos de saúde e hospitais, segundo a Secretaria de Saúde. Mensalmente, o Ministério da Saúde repassa ao DF 25 mil frascos de vacina contra febre amarela, sendo que a demanda varia entre 14 mil e 20 mil por mês. A Secretaria de Saúde informou que receberá o reforço de 42 mil doses da vacina, que, somadas às 8 mil já entregues em janeiro, serão 50 mil em estoque.