MENTE SAUDÁVEL, CORPO SAUDÁVEL

Debate destacou a importância da prevenção em Saúde Mental

A SAÚDE BRB, em parceria com as Associadas Patrocinadoras do Plano, promoveu mais um encontro do módulo I do projeto Bem Viver 2018. Em 28 de setembro, os Beneficiários reuniram-se na GEDEP para participarem do debate “Mente Saudável, Corpo Saudável”, que contou com a presença de equipe multidisciplinar da Clínica: Maria Luiza Bezerra – Médica de Família, que teve a função de mediadora; Fernanda Salvador – Médica de Família; Josianne Martins – Médica Psiquiatra; Luciana Galdino – Nutricionista; Thiago Guedes – Psicólogo; e o parceiro Wilson Freitas – Educador Físico. Também estiveram presentes: Kátia do Carmo Peixoto Queiroz – Diretora da DIPES – BRB; Célia Denise Guimarães Amaral – Diretora-Superintendente da SAÚDE BRB; Alba Virgínia Oliveira Pimentel – Gerente GEOP – SAÚDE BRB; e Valéria Coelho Silva – Assistente Social, responsável pelo Projeto.

O evento, oportunizado pelo Setembro Amarelo, abordou a relação entre saúde física e saúde mental. O bem-estar físico e mental favorece o equilíbrio do corpo. Pessoas submetidas a estresse contínuo apresentam maiores riscos de desenvolver algumas doenças, tais como problemas cardiovasculares, distúrbios intestinais, respiratórios e estomacais, transtornos alimentares, dentre outros. Diversas situações vivenciadas no dia a dia geram, com muita frequência, ansiedades e alterações mentais, transitórias ou permanentes, suficientes para privar algumas pessoas da serenidade e da qualidade de vida. Saber reconhecer esses aspectos já é um bom começo para se obter uma vida mais saudável.

As gestoras Kátia Queiroz e Célia Amaral fizeram a abertura do evento e destacaram as ações que têm sido realizadas pelo BRB e pela SAÚDE BRB em prevenção e promoção da saúde mental. Em seguida, a dra. Fernanda Salvador falou com orgulho sobre o trabalho da Clínica e sua “saúde ampliada”.

Wilson, educador físico, destacou a importância da atividade física na produção dos hormônios serotonina, dopamina e noradrenalina, indispensáveis para o bom funcionamento do corpo. Os exercícios físicos regulares facilitam a boa comunicação dos neurotransmissores com o sistema nervoso central e melhora aspectos motores e cognitivos. O psicólogo Thiago Guedes complementou dando depoimento sobre o que é percebido na Clínica quando se compara pacientes que fazem com os que não fazem atividade física. “Vemos a sua importância no dia a dia do consultório. O treino é um catalisador do tratamento e cria um círculo virtuoso. O sentir-se bem está relacionado ao bem-estar mental”.

A psiquiatra dra. Josianne Martins fez esclarecimentos a respeito de como a pessoa pode desenvolver distúrbios mentais. Ela citou como principais fatores: predisposição genética e fatores ambientais. Segundo ela, é preciso quebrar o estigma da doença mental. “Não se pode cuidar apenas da saúde do corpo com atividades físicas e boa alimentação, é preciso investir em qualidade de vida como um todo”. A mediadora dra. Maria Luiza fez suas considerações como médica de família: “A vida tem estresse, tem situações difíceis, mas devemos participar dela de forma saudável, priorizando lazer, atividade física, prazer e nutrição. O apoio da família, o trabalho e a rotina são fundamentais, mas a mudança depende de nós mesmos.”

A nutricionista Luciana Galdino alertou sobre os perigos de utilizar a alimentação como válvula de escape. Segundo ela, o carboidrato tem relação direta com isso, alimento que causa saciedade e bem-estar passageiros. O ganho de peso pode ocasionar agravamento de problemas mentais. Citou substâncias presentes em alguns alimentos que podem melhorar a saúde mental e reforçou a importância da mastigação e da mudança de hábitos. A médica Maria Luiza falou sobre a importância da água e de uma alimentação saudável para o aumento da disposição para as atividades diárias.

Thiago Guedes continuou falando sobre estresse e sua relação com mais de 100 patologias. Detalhou as atividades do Projeto Manejo de Estresse, que sob sua coordenação, recebeu prêmio no último Congresso Unidas. Segundo ele, temos um instinto natural de sobrevivência chamado “Luta e Fuga” e o que acontece é que algumas vezes deixamos de usá-lo de forma correta, causando desequilíbrio. Atualmente, ele é acionado, por exemplo, quando acordamos atrasado, quando temos que entregar um trabalho ao chefe, quando o namorado não liga. O controle do estresse está relacionado com a capacidade de adaptar-se. “Muitas vezes não percebemos que estamos estressados e tratamos apenas os sintomas. Consultamos uma série de especialistas e deixamos de tratar o real problema”. Ele encerrou sua fala afirmando “o impacto do estresse na vida do ser humano é absurdo. Controlá-lo significa realizar mudanças comportamentais e nas relações. Vamos colocar mais vida em nossas vidas”.

Após o debate, a mediadora iniciou a leitura das perguntas feitas pelo público, que foram prontamente respondidas pela equipe. Por fim, a dra. Maria Luiza falou sobre a importância de um tratamento individualizado, onde cada pessoa é única e sua saúde deve ser vista de forma integral e personalizada.